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Proteção x Invasão de privacidade

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Cuidar da vida digital dos filhos tem sido uma preocupação cada vez mais constante na vida de pais no mundo inteiro: com o avanço da tecnologia, novas ameaças virtuais parecem surgir a todo instante. Em meio a este cenário turbulento, alguns questionamentos são constantes: como diferenciar invasão de privacidade e proteção? Quais limites separam um do outro?

Cada situação é específica e por vezes existem linhas tênues demais. Por isso, no post de hoje listamos indicativos de algumas situações que precisam ser trabalhadas. No final, cabe aos responsáveis buscar ajuda especializada, principalmente se houver uma ameaça envolvida e se o adolescente estiver com dificuldades no gerenciamento de sua vida online, o que pode ser exteriorizado como falta de atenção, insônia, tensão, isolamento e outros sintomas. Confira.

Qual é o limite da proteção?

É necessário diferenciar as várias faixas etárias e estabelecer limites para o monitoramento. Possuir senhas de acesso das redes sociais e perfis públicos de uma criança de 10 anos, por exemplo, é uma atitude sensata, entretanto um adolescente de 16 anos pode ver essa atitude como falta de confiança e opressão.

À medida que a criança torna-se adolescente, informações mais complexas devem ser inseridas em seu cotidiano. Termos como sexting e cyberbullyng deverão fazer parte da sua bagagem para que ele esteja preparado para lidar com eles.

De acordo com a psicóloga Mariana Bassan, o adolescente clama por reconhecimento, e frases como “você não tem vivência alguma para opinar” devem ser evitadas. Fazê-lo participar de debates a respeito de sua segurança em ambiente online é essencial tanto para estabelecer limites, quanto para entender que responsabilidade é exigida.

Evite o stress

Se preocupe de maneira coerente. Imaginar diversas situações de risco e achar que o seu filho não conseguirá passar por elas demonstra insegurança, que é transmitida ao jovem. Algo muito comum é que pais fiquem alarmados quando seus filhos recebem atenção amorosa, principalmente de pessoas de idade mais avançada. A preocupação excessiva deve ser substituída pelo acompanhamento da rotina e diálogo.

Atitudes a serem repensadas e atitudes necessárias

Fique atento para não passar do limite do aceitável e perceba como estão as suas atitudes em relação à segurança do seu filho. Considerado um adolescente (lembre que as atitudes mudam conforme a idade), verifique se as seguintes atitudes podem ser repensadas e negociadas.

  • Ficar estressado imaginando o que pode ocorrer em ambiente online;
  • Responder aos comentários feitos ao seu filho em redes sociais todo o momento;
  • Exigir senhas de email e redes sociais;
  • Ler conversas do whatsapp, e-mail, e redes sociais.

Por outro lado, confundir “liberdade” com “indiferença” na hora de lidar com a vida online pode ser uma atitude muito perigosa, verifique se o mínimo está sendo feito.

  • Converse com o adolescente a respeito de ameaças virtuais;
  • Verifique se os computadores são protegidos por antivírus e sistemas apropriados;
  • Gerencie e converse com o adolescente a respeito do tipo de conteúdo por ele acessado.
  • Esteja aberto para o diálogo e atento a possíveis mudanças de humor e comportamento.

É difícil para os pais perceberem, por exemplo, que os seus filhos despertaram a sexualidade. A maturidade sexual e psicológica do adolescente aliadas a falta de experiência é motivo de grande medo entre os pais. Nesse momento do desenvolvimento, é possível que haja uma grande pressão familiar em relação às expectativas e relacionamentos do jovem. A boa notícia é que a proteção e prevenção de ameaças não precisa ser um “papo chato de pais superprotetores”, devendo ser tratados como assuntos atuais, e o adolescente deve participar não como uma vítima, mas como alguém responsável por sua conduta dentro e fora do ambiente online.

E você, como faz para monitorar e proteger seu filho das ameaças digitais sem que ele se sinta invadido? Conte pra gente pelos comentários.